O Conselho Federal de Enfermagem recomendou, nesta segunda-feira (15/08), a reprovação de sete
cursos presenciais de graduação, dentre oito avaliados pela comissão Cofen/MEC. Apenas um foi considerado “parcialmente satisfatório”.
“A qualidade da formação se reflete diretamente na assistência”, afirma a conselheira federal Dórisdaia Humerez, ressaltando que os cursos reprovados apresentam irregularidades, como carga horária e de estágio insuficientes. As diretrizes do Conselho Nacional de Educação determinam que a graduação em Enfermagem tem carga horária mínima de 4 mil horas, integralizadas em cinco anos, e que o estágio obrigatório representa 20% do curso.
Os pareceres, elaborados por meio de convênio com o Ministério da Educação (MEC), têm caráter consultivo. A defesa do ensino presencial e de qualidade é uma bandeira do Cofen. O conselho apoia a criação de exame de suficiência para futuros profissionais, a proibição de cursos técnicos e de graduação em Enfermagem na modalidade EaD e maior controle da abertura de novos cursos e vagas.
A proliferação desordenada de cursos de qualidade duvidosa na área da Enfermagem representa um risco à Saúde Coletiva, além de contribuir para a saturação do mercado de trabalho. A pesquisa Perfil da Enfermagem (Cofen/Fiocruz) revela indícios de saturação do mercado de trabalho, com desemprego aberto na Enfermagem e achatamento salarial.





