O Ministério da Saúde divulgou, em setembro de 2025, a Nota Técnica nº 626/2025, elaborada pela Coordenação-Geral de Prevenção e Controle do Câncer (CGCAN) em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O documento busca uniformizar as informações sobre o acesso à mamografia no SUS e esclarecer dúvidas sobre o público-alvo do exame.
A nota destaca que o SUS não restringe o acesso das mulheres à mamografia, garantindo o exame tanto para o rastreamento populacional, voltado a mulheres assintomáticas, quanto para a investigação diagnóstica de casos suspeitos de câncer de mama.
O rastreamento populacional deve ocorrer a cada dois anos em mulheres de 50 a 74 anos, faixa etária com comprovação científica de redução da mortalidade. Essa diretriz segue as recomendações do Código Latino-Americano e Caribenho contra o Câncer, da OMS e OPAS.
Mulheres entre 40 e 49 anos ou acima de 74 também podem fazer o exame por demanda espontânea, desde que orientadas sobre riscos e benefícios. Em 2024, mais de um milhão de mamografias foram realizadas em mulheres com menos de 50 anos, o que, segundo o Ministério, comprova que o SUS assegura o acesso a todas as faixas etárias.
O documento reforça a importância do diagnóstico precoce e orienta os serviços de saúde a priorizarem mulheres com sintomas suspeitos — como nódulos endurecidos, retração do mamilo, pele em “casca de laranja”, inflamações persistentes e tumorações em homens. Esses casos devem ser encaminhados com urgência para investigação.
Também são destacadas ações de prevenção primária, como alimentação saudável, prática de atividade física, controle do consumo de álcool e incentivo ao aleitamento materno.
Por fim, o Ministério enfatiza que o acesso rápido e contínuo ao diagnóstico e tratamento deve ser prioridade dos gestores do SUS. A nota técnica servirá como documento orientador até a publicação de novas diretrizes nacionais sobre o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de mama.





